Pérola e o nascer de um sonho!
Tudo parecia acontecer tão rápido naquele dia, nada fazia sentido... Pessoas, carros, motos, a chuva e o calor confundiam a gatinha, em sua desesperada procura por abrigo. Pra onde vou? Onde estou? Sem respostas e exausta, encurralada em uma rotatória, no horário de pico, com carros em alta velocidade passando por todos os lados. Ela ficou ali, paralisada pelo medo, em um pequeno canteiro de grama, sem saber o que fazer em meio a tanta confusão. Será que arrisco atravessar? A fome crescia e pouco a pouco ofuscava o perigo.
O que a gatinha abandonada não sabia é que estava sendo observada, em um dos carros que passava pelo local uma mulher ficou sensibilizada com aquela terrível situação. Ela não podia ter uma gatinha agora, mas não conseguiria lidar com a culpa de não fazer nada para ajudar. Então decidiu ligar para uma amiga, Joice, que em sua vida já havia ajudado muitas pequenas almas perdidas de gatinhos, adotando-os ou os levando para alguém que pudesse lhes dar uma vida melhor.
A amiga lhe pediu para que tirasse a pequena gatinha daquela situação, prometendo que depois ia dar um jeito de ajudá-la, pois ela também já tinha muitos gatos e outros animais sob sua tutela. Ela concordou. Então a moça, em um ato de bravura, salvou a gatinha, colocou-a em seu carro e partiu.
Longe dali, uma garota chamada Hérika ponderava sobre sua vida, recentemente tinha perdido o emprego e nada parecia estar dando certo. Seu casamento em ruínas, sua imagem própria desmoronada. No meio de tudo isso, sua gata chamada Peste Negra, trazia risos e felicidade em todos os momentos, mas Peste parecia solitária.
Presa em um pequeno apartamento, Peste não era feliz. A garota não queria que sua única razão de felicidade entristecesse também, não suportaria isso, então decidiu achar uma companhia para sua gatinha. No mesmo dia, por um acaso, viu fotos daquela gatinha que acabara de ser resgatada, que assim como a Peste, parecia só. Inclusive parecia estar chorando, com pequenas marcas de lágrimas perto de seus lindos olhinhos azuis. “É ela!”, pensou, aqui está a companheira que a Peste precisa.
O que a gatinha abandonada não sabia é que estava sendo observada, em um dos carros que passava pelo local uma mulher ficou sensibilizada com aquela terrível situação. Ela não podia ter uma gatinha agora, mas não conseguiria lidar com a culpa de não fazer nada para ajudar. Então decidiu ligar para uma amiga, Joice, que em sua vida já havia ajudado muitas pequenas almas perdidas de gatinhos, adotando-os ou os levando para alguém que pudesse lhes dar uma vida melhor.
A amiga lhe pediu para que tirasse a pequena gatinha daquela situação, prometendo que depois ia dar um jeito de ajudá-la, pois ela também já tinha muitos gatos e outros animais sob sua tutela. Ela concordou. Então a moça, em um ato de bravura, salvou a gatinha, colocou-a em seu carro e partiu.
Longe dali, uma garota chamada Hérika ponderava sobre sua vida, recentemente tinha perdido o emprego e nada parecia estar dando certo. Seu casamento em ruínas, sua imagem própria desmoronada. No meio de tudo isso, sua gata chamada Peste Negra, trazia risos e felicidade em todos os momentos, mas Peste parecia solitária.
Presa em um pequeno apartamento, Peste não era feliz. A garota não queria que sua única razão de felicidade entristecesse também, não suportaria isso, então decidiu achar uma companhia para sua gatinha. No mesmo dia, por um acaso, viu fotos daquela gatinha que acabara de ser resgatada, que assim como a Peste, parecia só. Inclusive parecia estar chorando, com pequenas marcas de lágrimas perto de seus lindos olhinhos azuis. “É ela!”, pensou, aqui está a companheira que a Peste precisa.
Acreditava que pela diferença de idade delas, Peste seria como uma mãe para a nova gatinha. Entrou em contato com a página, chamada Beijo de Gato e foi assim que Hérika e Joice se conheceram. Joice, preocupada com o bem-estar da gatinha, fez muitas perguntas para a futura dona, que compreendia a seriedade da situação, mesmo passando por dificuldades. Ela jamais deixaria que algo faltasse para suas gatinhas, desde comida e brincadeiras à amor e atenção.
Nessas conversas, Joice não parecia se preocupar só com a gatinha, mas também com Hérika, ela não deixou de notar sua tristeza quando as duas se encontraram pela primeira vez. Além da gatinha, Joice trouxe para Hérika uma oportunidade: trabalhar com ela, na realização de um sonho.
Nessas conversas, Joice não parecia se preocupar só com a gatinha, mas também com Hérika, ela não deixou de notar sua tristeza quando as duas se encontraram pela primeira vez. Além da gatinha, Joice trouxe para Hérika uma oportunidade: trabalhar com ela, na realização de um sonho.
Hérika havia revelado que gostava de desenhar como um hobby, mas que era algo que ela fazia desde muito pequena e que com o pouco dinheiro que tinha economizado, comprara uma mesa digitalizadora na esperança de trabalhar com isso. Na mente de Joice as ideias começaram a surgir, uma a uma e, aos poucos, elas se tornaram realidade.
Hérika, ao olhar para o lindo pelo e o brilho dos olhos da gatinha siamesa recém adotada, a batizou de Pérola, uma jóia rara, que renovou sua esperança, fazendo-a prometer para si mesma que ia cuidar e amá-la incondicionalmente. Os primeiros meses de adaptação de Pérola e Peste foram bem difíceis, elas não se davam tão bem quanto a Hérika imaginava, mas com paciência, dedicação e dicas da nova amiga Joice, as gatinhas se aceitaram, não como mãe e filha, mas como irmãs. Peste a irmã mais velha, cuidava e reprimia a curiosa e descontraída irmã mais nova, Pérola, sempre que necessário.
O tempo, como é de seu hábito, passou... E passou rápido! Muitas coisas mudaram ao longo dos anos, na vida de todos os personagens dessa história. Peste se foi, nunca mais voltou; seguiu seu próprio rumo, escolheu ser do mato e da liberdade. Deixou uma enorme saudade quando preferiu partir, mas bem lá no fundo sabemos que ela está feliz com sua escolha. Sem a Peste, a agora adulta Pérola, viveu sozinha por um tempo com sua dona até ela decidir adotar um novo gatinho.
Agora que elas moravam em um terreno grande, onde nunca mais estariam confinadas, Léo, um gatinho Tuxedo foi adicionado à família. Pérola sabia o que fazer, pois aprendeu com a Peste. Era a sua vez de ser a irmã mais velha, ela foi e ainda é.







Comentários